Neste sábado dia 03 de julho fui assistir a peça A Valsa produzida e encenada por alguns alunos do Globe-SP. Resolvi escrever, pois desde que assisti à peça não paro de pensar nela e sinto uma vontade de falar sobre o assunto, de discutir com alguém. O engraçado é que não saí do teatro com essa sensação, isso foi crescendo com o tempo, a cada minuto que passava eu fui compreendendo mais a trama e admirando ainda mais cada detalhe que compunha o espetáculo. E agora não vejo a hora de assistir novamente; com certeza verei com outros olhos cada cena e saberei apreciar o texto como ele merece. Não sei se essa demora em compreender a obra seja por causa da minha imaturidade artística, afinal, apesar de gostar de arte e já ter desenvolvido certo pensamento crítico, ainda não tenho grande repertório para comparação. Mas vamos à peça!
Pra mim, a melhor comparação que achei até agora foi com o quadro Guernica do Picasso. A obra de Picasso retrata algo triste, feio, ruim; é possível ver isso na tela, mas se ninguém te contar, dificilmente você vai saber que ali está retratado um bombardeio sofrido pela cidade espanhola Guernica. Em A Valsa, a princípio você compreende pouco da triste trama da personagem principal. A peça constitui de uma colagem de vários fragmentos de pensamentos, assim como o quadro se constitui de vários fragmentos de imagens, que a principio não tem nada a ver uma com a outra. Mas quando se compreende o contexto da história, a maioria das peças se encaixa e tudo faz sentido. Algumas simplesmente não se encaixam e fica a critério de cada expectador fazer sua própria interpretação dos elementos que estão soltos.
A única diferença entre as duas obras é bem simples: em minha opinião Guernica não é uma obra bonita, não vejo beleza na tela, há sim uma certa intriga e curiosidade que prende a nossa atenção enquanto tentamos compreender o que se passava na cabeça de Picasso enquanto dava as pinceladas na tela. Já A Valsa não, essa é uma obra bela! Que além da intriga e da curiosidade, nos prende a atenção pela beleza. Beleza do texto, das músicas, do figurino, das interpretações, dos elementos do cenário, dos movimentos, das atrizes.É uma peça que não acaba quando termina, pois como disse no início do texto, o espetáculo como um todo nos acompanha quando deixamos o teatro, preenchendo nossa mente e nossa alma. E não é pra isso que serve a arte? Se você disser que sim então vale a pena ver A Valsa!
Uau!!!!!! Pra inciar tá maravilhoso hein! E vamos marcar der ver então.
ResponderExcluirBjao
Como eu faco a peca,tenho uma visao diferente de quem assiste,mas imagino que seja isso mesmo,que as pessoas saiam dali pensando ainda no texto,nas cenas etc...A Valsa é uma peca confusa,é um quebra cabeca sendo montado,e acredito que isso prenda a atencao do publico,durante e depois da peca,pois ela nao tem comeco meio e fim,a peca é como um sonho,onde voce acorda antes de acabar.Realmente ta sendo maravilhoso fazer,assistir deve ser mais ainda.
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